Encontro de apaixonados

Apaixonei-me pelo meu melhor amigo, pela intensidade das palavras e na sensibilidade dos momentos.
Não foi propositado.
Mas foi a melhor surpresa de todas.
Foram esquecidas lembranças de tudo o que tínhamos passado juntos.
Juntos sempre foi a palavra certa para nós.
Nasceram sentimentos.
Para dizer a verdade os sentimentos estão lá sempre. Mas escondidos. Demasiado fundo para que se possa saber realmente o que se passa.
Cabeças confusas.
Se me perguntarem como começou... Não saberia responder verdadeiramente...
Foi do dia para a noite. As melhores coisas assim começam.
Crescemos juntos. Ele era o rapaz giro da porta ao lado.
Eu sempre fui a nerd.
Ele via mais além disso. Não ligava àquilo que me rotulavam.
Seguimos em frente. Ele era a única pessoa com quem podia falar realmente de tudo.
Com quem me sentia segura.
Ganhaste um grupo de amigos. Eu ganhei duas ou três. Não me admirei nada. Sempre foste o mais carismático. Mas nunca foi por isso que me deixaste para trás.
Nunca foi por isso que as nossas palavras mudaram.
Sempre foste o excelente por Natureza.
Aquele que me avisava quando o meu caminho era o errado.
Aquele que estava lá para mim, quando eu seguia o caminho errado de qualquer das maneiras.
Aquele que me plantava um beijo no alto da cabeça.
Aquele por quem eu comecei a ter sentimentos.
Mas escondi-os. Afinal, essa é sempre a obrigação de quem primeiro sabe o que realmente se passa.
Mas as minhas emoções triplicaram. Comecei a sentir tudo com uma intensidade redobrada.
Emoções à flor da pele.
Medo sobretudo.
Medo que pudesse estar tudo expresso no meu rosto.
Medo que ele pudesse perceber e que tudo mudasse.
Medo que fosse tudo pior, se não lhe contasse nada.
Foi naquela noite.
Naquela noite, sonho de tantas raparigas.
Combiná-mos encontrar-nos lá. Nada demasiado especial.
Mas tinha o coração na boca.
Encontrámo-nos no centro da pista de dança, como numa cena de um filme romântico.
E do nada contei-te tudo o que se passava.
Somente sorriste. Parecias aliviado.
Puseste as tuas mãos a emoldurar o meu rosto.
Foi como o 4 de Julho.
Perguntaste-me porque é que tinha demorado tanto tempo a dizer alguma coisa.
Respondi-te que não importava.
Porque também te tinhas apaixonado pela tua melhor amiga.

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