Quero contar a história acerca de um pequeno objecto que me tem acompanhado a vida toda.. E um objecto que esteve lá durante as primeiras vezes que abri os olhos... Que era de uma enormidade perante o meu tamanho tao pequeno... Que teve nos tao intricados quanto os aros que o constituem apenas pata que eu não a perdesse durante as imensas brincadeiras de mim para mim mesma (não não era maluca, somente filha única), que foi diminuindo de tamanho conforme eu ia crescendo, que ia girando girando conforme assistia as voltas da minha vida... Assistiu ao meu primeiro dia de escola, as minhas primeiras amizades, Assistiu as minhas primeiras boas notas, as minhas primeiraa festas nas casas dos outros... Companheira fiel nas horaa vagas e nas horas acompanhadas... Nunca deixa o meu lado, atraves dos desgostos de amor, atraves das discussoes feias, atraves das gargalhadas alegres, atraves doa choros incontrolaveis que me apanham de tantas em tantas semanas... E esses nos da vida que me foram aparecendo e foram desapatecendo dela, as dores da bida qur so me acompanha ela... E o acessorio mais fiel e que nunca desilude a ondd quer que va...Como uma especie de guia, o grilo falantr no meu pulso...
Rainha do gelo, como sem saber ela não queria estar sozinha
A voz mecânica soou ao longo de toda a carruagem, anunciando o que seria a paragem seguinte. O som propagava-se que nem um eco longínquo, apesar da sua origem não sair do mesmo lugar, tal como seria de esperar. Ao fim de alguns segundos, já me havia esquecido qual era o lugar que havia sido anunciado. Afinal, não tinha realmente qualquer importância. Entrara na carruagem pela viagem, e não pelo Destino. Um solavanco controlado atrapalhou a trajetória do comboio, como um soluço atrapalha a fala de uma criança pequena. De repente, e sem grandes consequências. Troquei a perna que tinha traçada, e voltei a verificar que o botão do meu casaco se mantinha categoricamente fechado, como tinha feito exatamente trinta minutos antes daquele instante. Fazia aquilo uma vez por semana. Entrava na estação de comboios ao fundo da rua onde ficava a minha casa. Era a que ficava mais perto. Afinal de contas, a existência de um destes edifícios públicos nas redondezas entrara na lista de cons...

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