Foi a alguns anos atrás que me comecei a aperceber da verdadeira fugacidade do tempo.. De como tudo nos escapa a todos os momentos da nossa vida, mesmo que não seja essa intenção. Num momento, somos aquelas crianças que poderiam correr atras umas das outras através de algum campo, prado com as nossas gargalhadas a ecoarem pelo ar.. Somos aqueles que não se preocupam com as coisas mas da vida, aqueles que sabem apenas ser aquilo que são, sem artifícios ou enganos...
E então e ai que tudo passa rapidamente. Começamos a ganhar consciência daquilo que fazemos, daquilo que somos, das pessoas que estao a nossa volta. Escolhemos, escolhem.nos... Magoamos, magoam.nos.. São muito poucos aqueles que sabem realmente ser felizes na etérea que e esta vida, são poucos aqueles que o conseguem realmente... O tempo passa rápido, e não deixa de o fazer apenas porque temos consciência que assim acontece... Quanto muito, o tempo torna.se naquela criança que outrora corria os campos... Provoca.nos para correr atrás dele, na sua enterna velhice e na sua eterna juventude... E nos, na nossa eterna velhice, na nossa eterna juventude, podemos escolher ganhar forças, podemos escolher gargalhar outra vez.. Ou então podemos despredermo.nos de tudo e simplesmente correr...
Luana Mendes
Rainha do gelo, como sem saber ela não queria estar sozinha
A voz mecânica soou ao longo de toda a carruagem, anunciando o que seria a paragem seguinte. O som propagava-se que nem um eco longínquo, apesar da sua origem não sair do mesmo lugar, tal como seria de esperar. Ao fim de alguns segundos, já me havia esquecido qual era o lugar que havia sido anunciado. Afinal, não tinha realmente qualquer importância. Entrara na carruagem pela viagem, e não pelo Destino. Um solavanco controlado atrapalhou a trajetória do comboio, como um soluço atrapalha a fala de uma criança pequena. De repente, e sem grandes consequências. Troquei a perna que tinha traçada, e voltei a verificar que o botão do meu casaco se mantinha categoricamente fechado, como tinha feito exatamente trinta minutos antes daquele instante. Fazia aquilo uma vez por semana. Entrava na estação de comboios ao fundo da rua onde ficava a minha casa. Era a que ficava mais perto. Afinal de contas, a existência de um destes edifícios públicos nas redondezas entrara na lista de cons...
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