Cabeça no ar

Amor, por nenhum outro nome poderia ser conhecido, com tantas curvas e contracurvas que lhe sucedem e antecedem, e nenhuma outra romântica entidade pediu igual amostra de sorrisos e de choros.
Eu apaixonei-me por ti à primeira vista, no vicio de alguém que é cabeça no ar, e tem o corpo assente na Terra.
Por momentos arrependi-me.
Mas o teu sorriso é tão brilhante quanto o teu olhar, e o ar ficou-me preso no peito, com o Mundo inteiro a fugir-me das pontas dos dedos.
Deixaste-me apaixonada e confusa, e sei que nenhuma outra rapariga enveredou por uma viagem desta envergadura, a caminho dos teus braços.
Sei que digo parvoíces.
Mas a vida é feita de sorrisos e de lágrimas, às vezes de igual proporção... Então, que mal tem dizer-mos algumas coisas sérias e sem sentido?
Tenho saudades de passar os meus dedos pelo teu cabelo loiro, e de te dar os bons dias pelas manhãs. Como franzias o teu nariz, com o ar do café acabado de fazer, e ainda de olhos fechados te sentavas na cama.
O meu pequeno gigante, que me engolia num abraço do tamanho do Mundo.
Desejei mil vezes perder-me nos teus braços, e continuo a desejá-lo de cada vez que te vejo do outro lado da rua.
Ainda me derreto todinha com o teu sorriso, ainda que a maior parte das vezes já não me seja dirigido. Mas na minha imaginação de louca, continuo apaixonada pelas covinhas que aparecem nas tuas bochechas, e pela facilidade com que dizias que me amavas.
De cabeça no ar, e de pensamentos fora da Terra, desejava ouvir-te dizê-lo...
Nem que fosse só mais uma vez.

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