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Enquanto o amor perdura

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Da última vez que me soube, sentia a tua falta.
É um vazio inócuo. Sujo, frio e desprovido de sentimento. Preenche todo o espaço do meu coração, negando-me uma réstia de quem costumava ser.
Quem diz que a saudade não mata, não sabe merda nenhuma acerca da vida.
Foste um percalço. Abraçaste-me quando a história era negra, e desapareceste no primeiro raio de saio, como quem não aguenta um rasgo de felicidade. Atreveste-te a escrever-te na minha pessoa, deixando por mim marcas que nunca considerei ou mesmo poderei apagar.
Fiquei de mãos a abanar.
Perdida nas memórias que um dia chegámos a ter, entrelaçados no que fomos.
Sabes o que dói mais?
A facilidade com que te foste embora. Como se no teu coração eu nunca houvesse entrado, a tua alma não se tivesse moldado apenas um pouco pela minha pessoa.
Que talvez tenha sido somente uma boneca nas tuas mãos.
E o pior de tudo, é que só agora me apercebo disso.
Vejo-te frequentemente, por minha inconstância de espírito ou magnetismo maldito que me…

O Adeus ainda não chegou

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Não quero dizer que o Adeus é instântaneo pois a saudade permanece.
Envolve a minha alma, reclamando a sua posse num inrreclamado escúrtinio popular.
Permaneci agarrada ao teu ser, quando me deixaste. Permaneceu o rasto de destruição no caminho que tomaste, espelho da turbulência da tua pessoa.
Deixaste cicatrizes.
Cicatrizes irremediáveis. Umas boas e outras más, fruto de todos os instantes em que as discussões se infiltravam nas nossas palavras ou quando somente tinhamos o propósito de nos perder um no outro.
Olho para as palmas das mãos, naquela que chegou a ser a nossa cama. Parecem demasiado geladas, incapazes de se moverem com o resto do meu corpo. Lembro-me de uma altura que estas mãos seguravam facilmente as tuas, perto de mim, na intensidade do que fomos e ainda poderiamos ser.
Realmente.
Olho na direção da porta do quarto. Deixas-te as tuas botas, presença ausente do teu corpo. Estavas a usá-las na primeira vez que nos vimos, a tua imagem de marca indiscútivel na tua passada…

Resplandecemos numa noite estrelada

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Encontrei o meu lugar.
Na imensidão de uma realidade estranha, apesar de repleta de luz, aprendi que deveria estar nos braços do amor que me dá um pouco mais de magia.
Quem diz que um sorriso cabe somente numa lágrima solitária que corre pelo rosto? Já chorei mares por tua causa, e nestes cabiam todos os sorrisos de uma vida inteira.
Não és perfeito.
Deus sabe a luta de gigantes da imensidão dos teus olhos. A covinha do teu sorriso na doçura de quem espera por um beijo meu.
Não, não tenhas ideias.
Serei enquanto puder o porto de abrigo para os teus devaneios.
Até suportarei quando puseres os teus pés gelados nas minhas pernas quentes.
Os teus beijos contam histórias deliciosas, de ternura e sedução irremediavelmente magnetizantes. Não desculpo quando és matreiro comigo, mas o teu toque descobre segredos que o meu coração não sabia ter, na luz que um passo de dança trouxe aos nossos braços.
Sou uma piegas. Mas não faço a coisa por menos.
Se soube que serias especial para mim no primeir…

Adeus ao amor

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Irei tentar...
Num jardim de rosas povoado com as nossas memórias. De braços bem abertos, de coração aberto a uma liberdade de apenas mais uma noite.
Dá-me a mão. Apaga a saudade que resplandece pelo meu corpo. Tenho a nossa história impressa na minha pele, o peso dos teus braços em meu redor que me diz que um dia irás desaparecer.
Respiro fundo. os teus lábios moldam-se com os meus, numa dança real e imaginária, num vaivém de esperança e sedução.
Não me voltes as costas. Fica. Nem que seja por mais uma noite.
Juro que irei tentar...
Numa rua pelo meio de um luar que dá lugar às trevas. Em que as nossas gargalhadas expulsam a solidão das nossas almas. Roubámos tempo quando não tínhamos tal direito, até que todos os momentos de eternidade foram esgotados.
Só mais uma noite. Deita-te aqui comigo.
Tenho medo de perder um amor que pode nem sequer ter sido meu em primeiro lugar, num redemoinho de lençóis que pelo momento abriga os nossos corpos. Fica enquanto não quiseres escapar. Abraça-m…

Se um dia te voltarei a ver?

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Sorrio ao pensar em ti.
Em cadências suaves e ligeiras, do que antes foi animalesco e intenso.
Sorrio, de lágrimas nos olhos e com um coração cheio de saudade. Em quem um dia todas as nossas memórias não foram mais do que passos levados pela maré, em que o vento tocou apenas ligeiramente.
Foste luz de uma estrela cadente.
Tão quente. Tão incansável. Passaste por mim neste Mundo, apenas tempo suficiente para queimar tudo na tua passagem. Deixaste um rasto de destruição pelo meu corpo, a tua imagem gravada na minha alma, e o teu nome na beira dos meus lábios, os únicos vestígios do teu poder destrutivo.
Nunca me considerei de porcelana. Mas nas tuas mãos, a primeira falha na minha superfície iniciou o seu caminho traiçoeiro, colocando em risco tudo aquilo que os meus sentimentos lutaram contra a minha mente.
Foste o meu momento irracional. O futuro que nunca previ na minha vida de desafios pouco extenuantes.
Amo-te em pequenos pedaços ainda. Sei que se te amasse em grandes pedaços de ca…

Sonha comigo

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Nasci com coração para te amar.
Através de dias e de noites, em que a minha pele se arrepia com o teu toque e a minha alma se impregna com o teu perfume.
Nasci com um coração sonhador.
Na tempestade que sempre assolou a minha mente e na vivacidade de raios e coriscos. Contigo deixei de ter pesadelos que me deixavam de pernas a tremer e aprendi a correr mais rápido do que o vento.
Aprendi a aceitar o calor dos teus braços na instância em que o frio ameaça colar-se aos meus ossos.
Foste o meu fogo-de-artificio.
O meu instante de luz, quando a vida parecia sem momentos de cor.
Aquele que sobreviveu mundos e fundos apenas para me cantar uma canção de amor.
Em sucessivos segundos, trouxeste algo maior que a própria vida para o meu Mundo.
Aprendi que o som do teu nome se colava aos meus ouvidos. Como aquelas frases de músicas que se repetem na nossa mente, uma e outra vez.
Nasci para saber de cor o teu rosto.
O ouro dos teus olhos que de alguma forma derrete o meu coração.
Um dia fui a rain…

Disseste

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Disseste que me amavas.
Na doce cadência das tuas palavras, os dias nunca se tornariam noites e o fôlego dos nossos beijos seria para sempre desperdiçado na intensidade da nossa paixão.
Disseste que nunca me abandonarias.
Que eu tinha sido aquela que havia mudado o teu coração, que fazia com que a tua respiração se prendesse na garganta e que te virava a vida de pernas para o ar.
Disseste que era a tua luz.
Bem sei que eras a minha.
Disseste que nunca te irias embora.
Que os teus braços estariam sempre aqui para segurar as minhas lágrimas, que os teus beijos iriam acalmar a tempestade que rasgava a minha alma, que levarias o meu coração numa viagem pela vida e desenharias comigo o caminho que faríamos juntos.
Afinal, desfizeste o meu coração em pedacinhos de papel.
E puseste a minha alma num barco à vela, que partiu pelos altos mares, apenas para nunca mais a ver.
Pensei que fossemos amor...
Mas fomos apenas paixão.
E paixão durante somente o instante em que o vento volta a soprar.
Di…