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Mesmo que ainda não o saibas

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És o amor da minha vida, mas ainda não o sabes.
É o teu nome que me surge preso na garganta. És quem me faz gaguejar quando está por perto. Vivo tonta. Tonta com a tua presença e pela ideia dela. Esqueço-me de respirar de cada vez que estás por perto, como se me fosse afogar fora de água.
És aquele que traz música aos meus ouvidos. As tuas palavras, fluem até mim, levs, graves, profundas. Como se cada palavra tivesse uma nota especifica com um poder ideal para determinada parte do meu corpo.
És o meu instrumento musical predilecto, apesar de ainda não o saberes.
Tornaste-te aquele que faz o meu coração bater mais depressa. Que o faz saltar um batimento, deixa-lo confuso ao ponto de ficar a funcionar mal. Leva-lo à loucura, tal como me levas a mim à loucura, com o teu jeito de me hipnotizar. Tornaste-te num mágico profissional no dia em que te conheci, somente tu capaz de me maravilhar, seduzir e agraciar.
O teu sorriso é a mais bela e melhor arma que possuis. Desarmas os mais duros …

Procuras

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Eu era uma vagabunda de sentimentos. Nunca me contentei com muito, e nunca me deixei apanhar por nada. O vento, mensageiro de bonança e tempestade, cedo se tornou o meu testemunho, mensageiro do que estava na estrada deserta.
Sempre busquei a liberdade.
Mesmo quando tudo aquilo que tinha que fazer era esticar os meus dedos, e estaria ao meu alcance.
Esteve ao meu alcance, mesmo quando estava fora de mim.
Tive asas um dia. Eram lindas. Transportavam-me do Mundo real para o Mundo dos sonhos, e de volta, a liberdade magnifica, doce. A minha casa fora dela, o sitio na minha vida, onde o meu calor se enchia de calor de paz.
Mas cortaram-nas. Somente me restam as cicatrizes nas costas, feias, lúgubres. O lugar de entrada para os pensamentos negros que me prendem à realidade, e me impedem de fazer parte dela.
Não sei o que é sentir. Já não. Perdeu significado. A palavra em si, desapareceu de um dicionário cheio de trejeitos e ilusões.
Como se pode sentir alguma coisa, quando nem sequer se te…

Paixão de Ribalta

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Era o circo das mil e uma noites, espetáculo de cores, luz e ilusão, que sempre apaixonou tantos e tão poucos de todas as idades.
Era o inicio da noite, as cores lavanda do por de sol iam dando lugar ao azul escuro da noite. As pessoas chegavam de todos os cantos da cidade. Era um espetáculo de uma noite apenas, fenómeno tão raro quanto um eclipse lunar.
Eu estava tão nervosa. Ficava sempre assim, a cada nova cidade, a cada novo espetáculo. Suponho que nasci com uma fagulha de medo que se incendiava pelo meu corpo a cada nova noite de trabalho. Era uma trapezista, uma acrobata dos ares, de alturas que nem queria imaginar não fosse o meu corpo tremer que nem varas verdes. Foi uma profissão passada da minha família, da mesma maneira que alguém poderia deixar joias para herança de outrem. Os meus pais, as minhas duas irmãs, e eu. Havíamos tido o nosso destino escrito, ainda antes de termos posto os nossos pés em terra firme. Também os seus filhos, e os meus teriam o mesmo Destino.
A di…

Conto de um primeiro amor

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Era uma vez... O que muitos chamariam de um conto de fadas e uma história de encantar. Mas foi apenas um primeiro amor. Daqueles que são repletos de mistério e sentimentos verdadeiros. Foi um primeiro amor, e quem sabe o último. Com testemunhas, o que talvez o torne mais palpável, mais verdadeiro. Mas mesmo se testemunhas não existissem... O primeiro amor nunca morre em nós.
Conheci-o numa manhã de Verão. Talvez para muitos, uma como tantas outras. Mas... não sei. O Verão sempre teve um misto de magia e liberdade. Como se tudo pudesse acontecer. Bem, pelo menos para mim.
Estava a caminhar à beira da água. Os grãos de areia infiltravam-se entre os meus dedos, como se quisessem fazer parte deles, e se quisessem esconder do Mundo.
O mar, lá ao longe, estava revolto. Os Deuses estavam inquietos, como se uma Guerra estivesse para ser travada. O som da revolta da Mar sempre me acalmou, desde que era bem pequena, e naquele dia não era excepção. Como se a revolta do mar de alguma forme se coa…

Amor de momentos

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Conheci-te numa manhã, em que os flocos de neve caiam do céu, cada um mais imperfeito do que o anterior. O vento gélido atirava-me para trás com a força de mil guerreiros: não consigo dizer quantas vezes me havia arrependido de ter saído de casa.
Mas suponho que estivesse somente a ser forçada pelo Destino.
Caminhara até à Baixa. A neve era tão pouco natural na cidade, que a maioria das pessoas se sentia desorientada relativamente ao caminho que havia de seguir. Eu, estava apenas desejosa de café, combustível para o começo do meu dia.
Parei a meia distância do meu caminho, quando te vi no interior do café. Sentado, com um livro diante do olhar, percorrias as palavras como se disso dependesse o Destino do próprio Universo. O cabelo insistia em cair-te para a frente dos olhos, como se tivesse vida própria.
Entrei dentro do teu café, quando tinha por Destino o meu. Lancei-te um olhar algo duradouro, mas nada te conseguiria desprender do teu Mundo Imaginário. Fui para a fila para ser serv…

Somente uma noite

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Relembro-te como quem não quer a coisa. Como quem somente vive de vontades e do desejo humano de as cumprir. Como quem respira, e não tem vergonha de admitir que está vivo.
Relembro-te, com o despreendimento de quem te amou apenas uma noite, mas que vai amar-te sempre. Ainda que não seja para sempre. De quem não tem vergonha dos amores que se passam entre um homem e uma mulher, e que os vai recordar sempre com o maior dos desejos e seduções. De quem foi segurado nos teus braços, sabendo que era a primeira e a última noite que tinha contigo.
E que nenhuma outra alguma vez se poderia comparar.
Estavas lindo e elegante naquela noite, como se as estrelas tivessem saído à rua somente para cumprimentar o mais ilustre. Eras simples no teu andar, e talvez seja por isso que te revejo em todos os outros.
Foste a minha maldição, ainda que somente por uma noite.
Tomaste-me como quem não quer a coisa. Como um louco que arrisca saltar para o outro lado do precipício, quando a jornada vai ainda …

Oportunidade de te amar

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Todos os dias, é a isto que se resume... A cada nova manhã, em que o Sol entra demasiado brilhante pela janela... em que semicerro os meus olhos... e ouço as pessoas do andar de baixo a tomarem o pequeno-almoço... por uma questão de segundos... eu esqueço-me... Por uma questão de segundos eu esqueço-me de como te conheci. Que era um dia de chuva daqueles, e que entraste dentro do café onde trabalhava para te abrigares... o quanto estavas com a roupa colada aos ossos. Esqueço-me que a primeira coisa que reparei em ti foi a tua atitude. Como se estivesses sempre preparado para uma luta. Esqueço-me de como foste um otário comigo, quando falámos da primeira vez. E da luta que eu te dei de volta. Mas as primeiras impressões são sobrevalorizadas. Esqueço-me por segundos, que continuaste a voltar, todos os dias depois desse, quer a chuva caísse ou não. Esperavas sempre que a maior parte das pessoas saísse, para que depois fosse a tua vez e não me deixavas com pessoas estranhas. Talvez fosse…