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Mas mais do que tudo... sinto a tua falta

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Sinto falta da maneira como costumávamos ser.
Isto é estranho. Sinto os meus olhos a encherem-se de lágrimas e um sorriso de tola a pensar em ti. Juntamente com os pedaços de mim que se quebram pela história que não se tornará a escrever.
Tenho esta memória tão intensa gravada na minha cabeça, mais do que se tivesse sido ontem, mas o momento mais feliz na minha vida.
Apesar de o meu coração pesar ao recordar-me...
Estávamos nas primeiras semanas do nosso namoro. Toda a gente me gozava por não conseguir retirar o sorriso constante de pateta do meu rosto, mas para ser sincera não queria saber. Sentia-me mais leve e mais entusiasmada do que alguma vez me havia sentido, e nunca antes imaginara que tal poderia acontecer. Foste o meu primeiro amor, e a força com que o meu corpo te reagia demonstrava isso mesmo.
Era de madrugada, ou inicio da manhã. Sei que a luz estava entre aquela deliciosa cor de azul petróleo e laranja vivo. Tinha estado à volta na cama durante uma meia hora. Sempre sofr…

Receio

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Um dia cheguei a ser selvagem e livre.
Com pedaços de relva perdidos no meu cabelo, como se traçassem os seus próprios caminhos por mim, com flores amarfanhadas nos bolsos das minhas calças rasgadas pelos ramos de árvores, e os joelhos esfolados pelas quedas que o meu corpo insistia em dar. Cheguei a ter todo um caleidoscópio de cores no meu interior, o meu coração a rebentar pelas costuras de tudo o que o Mundo um dia me chegou a mostrar.
Depois... houve algo que quebrou no meu interior.
Não aconteceu de uma vez. Foi aos poucos e poucos, como que me retirando toda e qualquer energia que o meu interior chegou a ter. Se um dia fui um poço de calor, depois de ti dei por mim a ficar cada vez mais gelada, um fantasma com emoções. Mas acho que isso ainda me magoava mais, só significava que o meu coração insistia em sofrer por alguém que nem sequer me deixava respirar.
Seguir os teus passos em direção ao anoitecer. as Cada vez mais depressa de mim, como se eu própria fosse um presságio nega…

Aquela noite

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São três da manhã. Sento-me na beira da cama, com o luar nas minhas costas e o meu coração afastado de ti. Sinto o tecido do lençol a escorregar de em redor das minhas ancas.
Passo a mão pelo cabelo, despenteando-me, e a minha pele arrepia-se involuntariamente.
Olho para ti. Adormecido, como só os sonhos te sabem embalar. Tens o cabelo caído sobre os olhos, e as minhas mãos tremem quando me impeço de te tocar. Tenho medo que te desvaneças se me mexer demasiado depressa.
Porque se este for um sonho, raios me partam se alguma vez quererei acordar.
Não estava à espera que voltasses. Depois de termos gritado até os nossos corações sangrarem, e as nossas almas se esconderem num recanto perdido de nós, saíste da nossa casa com a porta a bater atrás de ti, qual presságio que tu, a pessoa que mais importa para mim, estava prestes a sair da minha vida.
Senti-me a estilhaçar quando te vi desaparecer. Não é que não possa viver sem ti. Sei o suficiente da minha pessoa, para saber que, eventualmen…

Sedução

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Sei que aqui estás, ainda antes de te ver.
A tensão preenche o ar. Tem o seu próprio cheiro, o seu próprio som. És a pura calma antes da tempestade, o misto de energia à beira de vir à superfície.
Sinto a minha pele arrepiada.
Tento concentrar-me o mais que consigo na conversa que me vejo envolvida. Mas as palavras parecem embater em mim e perdem o significado. É ridículo, a quantidade de vezes que tenho de impedir de me voltar para trás, na tua direcção.
Quero ver-te, apesar de não dever. Quero correr para os teus braços ainda que isto me leve de volta atrás no tempo.
Sinto as minhas faces escarlate.
Merda... Porque é que a maneira que o meu corpo tem para responder ao teu é no sentido de me humilhar o mais possível?
Remexo-me, uma e outra vez, como se não estivesse bem já de inicio. Sinto-me tremente, uma pequena labareda deixada ao descuido da Natureza, sem mão que lhe pegue.
O silêncio acrescenta-se subitamente. A minha respiração entrecorta-se, e sinto os olhares de quem está em …

Devia ter corrido atrás de ti

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Sonho contigo todas as noites, sonhos tão claros e reais, que as manhãs se tornaram imperdoáveis, escusadas, frias e despropositadas. Quem é que quer ter de lidar com a realidade, quando os sonhos se tornaram um manto de conforto, um refúgio para tudo o de maravilhoso que cheguei a ter?
Estragaste-me desse modo, se é para saberes.
A minha realidade passou para uma triste desculpa de preto e branco. É discutível a beleza de tal cenário, mas só sei que só obrigada a viver nele, seguir em frente por caminhos que nunca tive verdadeiro interesse em seguir.
As palavras que gritámos um contra o outro ainda me marcam. Sei que nada realmente conta quando dito com a adrenalina a perfurar-nos, mas a saudade leva-me a rever cada último instante que passámos realmente juntos.
Chorei dias seguidos até adormecer, depois de teres batido com a porta por trás de ti. Amaldiçoei-te vezes sem conta, jurei que nunca mais iria pronunciar o teu nome pelos meus lábios, pela graça de tudo aquilo que ainda cons…

Dizem que...

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Agora que terminou, perguntam-me se me arrependo de ti.
E eu pergunto-lhes... Se porventura me deveria arrepender do grande amor da minha vida.
Aos olhos deles fomos loucos. Ninguém escreveria uma história onde tivéssemos um final feliz. Mas que importa, quando apesar de tudo, sei que a nossa verdade foi inteira, e no final de um mau dia podíamos esconder-nos nos braços um do outro.
Foste a pessoa que mais me fez sentir viva.
Fomos certos um para o outro, onde os nossos traços terminavam, as palavras davam-lhes mote.
Mas acho que mordemos mais do que aquilo que conseguíamos mastigar.
Não me interpretes mal. Amámos-nos mais do que às nossas próprias vidas, desmedidos de intensidade e porquês. Mas quando nos detestávamos, também nos detestávamos com igual intensidade. As palavras eram dolorosas e pedaços de nós eram perdidos de cada vez que nos enfrentávamos.
Quem vê de fora, poderia dizer-nos que fomos perdidamente loucos, por termos estado um ao lado do outro, como se as pessoas que a…

Deixa-me ir

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Deixa-me ir.
Sei que agora, esse pedido te parece demasiado. Tendo em conta que desapareci há tão pouco tempo. Que as tuas lágrimas por nós ainda não secaram, ou mesmo pelas vezes que gritas o meu nome quanto te magoa não me ter nos teus braços.
Ainda são muitas as manhãs em que a primeira coisa que te preenche a mente sou eu. Fantasma do teu passado, que inequivocamente te prende a ele. Sei que, no entanto, é nas manhãs que encontras um maior alivio. Naquele centésimo de segundo, em que a memória permite-se falhar, e que não te recordas que já não estou do teu lado.
Desculpa.
Sei que não fui uma pessoa fácil. Ás vezes só queria o aperto dos teus braços em meu redor, a minha âncora num Mundo demasiado real para mim. Perder-me no sorriso do teu rosto, ou no toque dos teus lábios na minha testa. eras o meu farol, príncipe de imortais desígnios, tecedor dos seus sonhos em mim.
Outras só queria solidão. Perder-me de mim, do Mundo em arredores. Perder-me da minha alma, pois essa sempre est…

Enquanto o amor perdura

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Da última vez que me soube, sentia a tua falta.
É um vazio inócuo. Sujo, frio e desprovido de sentimento. Preenche todo o espaço do meu coração, negando-me uma réstia de quem costumava ser.
Quem diz que a saudade não mata, não sabe merda nenhuma acerca da vida.
Foste um percalço. Abraçaste-me quando a história era negra, e desapareceste no primeiro raio de saio, como quem não aguenta um rasgo de felicidade. Atreveste-te a escrever-te na minha pessoa, deixando por mim marcas que nunca considerei ou mesmo poderei apagar.
Fiquei de mãos a abanar.
Perdida nas memórias que um dia chegámos a ter, entrelaçados no que fomos.
Sabes o que dói mais?
A facilidade com que te foste embora. Como se no teu coração eu nunca houvesse entrado, a tua alma não se tivesse moldado apenas um pouco pela minha pessoa.
Que talvez tenha sido somente uma boneca nas tuas mãos.
E o pior de tudo, é que só agora me apercebo disso.
Vejo-te frequentemente, por minha inconstância de espírito ou magnetismo maldito que me…

O Adeus ainda não chegou

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Não quero dizer que o Adeus é instântaneo pois a saudade permanece.
Envolve a minha alma, reclamando a sua posse num inrreclamado escúrtinio popular.
Permaneci agarrada ao teu ser, quando me deixaste. Permaneceu o rasto de destruição no caminho que tomaste, espelho da turbulência da tua pessoa.
Deixaste cicatrizes.
Cicatrizes irremediáveis. Umas boas e outras más, fruto de todos os instantes em que as discussões se infiltravam nas nossas palavras ou quando somente tinhamos o propósito de nos perder um no outro.
Olho para as palmas das mãos, naquela que chegou a ser a nossa cama. Parecem demasiado geladas, incapazes de se moverem com o resto do meu corpo. Lembro-me de uma altura que estas mãos seguravam facilmente as tuas, perto de mim, na intensidade do que fomos e ainda poderiamos ser.
Realmente.
Olho na direção da porta do quarto. Deixas-te as tuas botas, presença ausente do teu corpo. Estavas a usá-las na primeira vez que nos vimos, a tua imagem de marca indiscútivel na tua passada…

Resplandecemos numa noite estrelada

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Encontrei o meu lugar.
Na imensidão de uma realidade estranha, apesar de repleta de luz, aprendi que deveria estar nos braços do amor que me dá um pouco mais de magia.
Quem diz que um sorriso cabe somente numa lágrima solitária que corre pelo rosto? Já chorei mares por tua causa, e nestes cabiam todos os sorrisos de uma vida inteira.
Não és perfeito.
Deus sabe a luta de gigantes da imensidão dos teus olhos. A covinha do teu sorriso na doçura de quem espera por um beijo meu.
Não, não tenhas ideias.
Serei enquanto puder o porto de abrigo para os teus devaneios.
Até suportarei quando puseres os teus pés gelados nas minhas pernas quentes.
Os teus beijos contam histórias deliciosas, de ternura e sedução irremediavelmente magnetizantes. Não desculpo quando és matreiro comigo, mas o teu toque descobre segredos que o meu coração não sabia ter, na luz que um passo de dança trouxe aos nossos braços.
Sou uma piegas. Mas não faço a coisa por menos.
Se soube que serias especial para mim no primeir…

Adeus ao amor

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Irei tentar...
Num jardim de rosas povoado com as nossas memórias. De braços bem abertos, de coração aberto a uma liberdade de apenas mais uma noite.
Dá-me a mão. Apaga a saudade que resplandece pelo meu corpo. Tenho a nossa história impressa na minha pele, o peso dos teus braços em meu redor que me diz que um dia irás desaparecer.
Respiro fundo. os teus lábios moldam-se com os meus, numa dança real e imaginária, num vaivém de esperança e sedução.
Não me voltes as costas. Fica. Nem que seja por mais uma noite.
Juro que irei tentar...
Numa rua pelo meio de um luar que dá lugar às trevas. Em que as nossas gargalhadas expulsam a solidão das nossas almas. Roubámos tempo quando não tínhamos tal direito, até que todos os momentos de eternidade foram esgotados.
Só mais uma noite. Deita-te aqui comigo.
Tenho medo de perder um amor que pode nem sequer ter sido meu em primeiro lugar, num redemoinho de lençóis que pelo momento abriga os nossos corpos. Fica enquanto não quiseres escapar. Abraça-m…

Se um dia te voltarei a ver?

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Sorrio ao pensar em ti.
Em cadências suaves e ligeiras, do que antes foi animalesco e intenso.
Sorrio, de lágrimas nos olhos e com um coração cheio de saudade. Em quem um dia todas as nossas memórias não foram mais do que passos levados pela maré, em que o vento tocou apenas ligeiramente.
Foste luz de uma estrela cadente.
Tão quente. Tão incansável. Passaste por mim neste Mundo, apenas tempo suficiente para queimar tudo na tua passagem. Deixaste um rasto de destruição pelo meu corpo, a tua imagem gravada na minha alma, e o teu nome na beira dos meus lábios, os únicos vestígios do teu poder destrutivo.
Nunca me considerei de porcelana. Mas nas tuas mãos, a primeira falha na minha superfície iniciou o seu caminho traiçoeiro, colocando em risco tudo aquilo que os meus sentimentos lutaram contra a minha mente.
Foste o meu momento irracional. O futuro que nunca previ na minha vida de desafios pouco extenuantes.
Amo-te em pequenos pedaços ainda. Sei que se te amasse em grandes pedaços de ca…

Sonha comigo

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Nasci com coração para te amar.
Através de dias e de noites, em que a minha pele se arrepia com o teu toque e a minha alma se impregna com o teu perfume.
Nasci com um coração sonhador.
Na tempestade que sempre assolou a minha mente e na vivacidade de raios e coriscos. Contigo deixei de ter pesadelos que me deixavam de pernas a tremer e aprendi a correr mais rápido do que o vento.
Aprendi a aceitar o calor dos teus braços na instância em que o frio ameaça colar-se aos meus ossos.
Foste o meu fogo-de-artificio.
O meu instante de luz, quando a vida parecia sem momentos de cor.
Aquele que sobreviveu mundos e fundos apenas para me cantar uma canção de amor.
Em sucessivos segundos, trouxeste algo maior que a própria vida para o meu Mundo.
Aprendi que o som do teu nome se colava aos meus ouvidos. Como aquelas frases de músicas que se repetem na nossa mente, uma e outra vez.
Nasci para saber de cor o teu rosto.
O ouro dos teus olhos que de alguma forma derrete o meu coração.
Um dia fui a rain…

Disseste

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Disseste que me amavas.
Na doce cadência das tuas palavras, os dias nunca se tornariam noites e o fôlego dos nossos beijos seria para sempre desperdiçado na intensidade da nossa paixão.
Disseste que nunca me abandonarias.
Que eu tinha sido aquela que havia mudado o teu coração, que fazia com que a tua respiração se prendesse na garganta e que te virava a vida de pernas para o ar.
Disseste que era a tua luz.
Bem sei que eras a minha.
Disseste que nunca te irias embora.
Que os teus braços estariam sempre aqui para segurar as minhas lágrimas, que os teus beijos iriam acalmar a tempestade que rasgava a minha alma, que levarias o meu coração numa viagem pela vida e desenharias comigo o caminho que faríamos juntos.
Afinal, desfizeste o meu coração em pedacinhos de papel.
E puseste a minha alma num barco à vela, que partiu pelos altos mares, apenas para nunca mais a ver.
Pensei que fossemos amor...
Mas fomos apenas paixão.
E paixão durante somente o instante em que o vento volta a soprar.
Di…

Perdi-me

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Perdi-me em segundos de saudade e lágrimas de emoção.
Raios de sol que iluminavam ternamente o caminho que estas tomavam pelo meu rosto poderiam testemunhar que o meu coração se perdera.
A minha alma, estava somente à espera de ser transformada em papel.
Percorri o precipício que nos separava da eternidade, desejando sem limites que os teus braços fossem suficientes para me segurar, de me separar do ponto em que me estava prestes a desfazer.
Que os teus beijos fossem o bálsamo que as minhas feridas gritavam.
Mas desapareceste em busca de algo menor.
Em cantos que desaparecem nas sombras, estilhaços enterraram-se ainda profundamente no meu corpo.
Respirar tornou-se mais dificil.
Como se um elefante tivesse escolhido aquele preciso momento para se sentar em cima do meu peito.
Continuei a amar-te com a mesma intensidade.
Perdi-me em abraços que ficaram por dar e beijos que ficaram por amar.
Chorei quando te foste embora, como se a própria luz estivesse a ir embora contigo.
Perdi-me em pe…

Dançámos

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Descrevo-te lentamente.
Com palavras incontáveis, impensáveis ao ser humano que corre o dia para não pensar.
Com movimentos translúcidos, de quem ama por mais do que amar, e não teme amar com todo o seu coração e alma.
Amar lentamente não deixa espaço a porquês.
E eu amo-te, sem que os pontos estejam nos is e sem que o relógio tenha soado as doze badaladas.
Afinal, o nosso conto de fadas nem começou.
Adormeces tranquilo ao meu lado, sem reservas de quem carrega a dúvida na alma. As tuas longas pestanas projectam sombras no teu rosto, cada linha representando um ponto de viragem na tua história.
Até os meus braços terem sido feitos para te abraçarem.
Os teus sonhos, elementos figurativos, incontroláveis projecções de uma alma indomável, levam a que o teu rosto suavize. Consigo ver o coração de ouro que costumavas ser e aquilo que ainda temos para chegar.
Num instante, o Futuro está aqui.
Os teus dedos escorregam um pouco mais dos meus, numa dança vagarosa e sensual. O meu corpo arrepia…

Devaneios

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Esperei um segundo.
E por ti, uns instantes mais.
Numa imagem, que se multiplica em tantas outras, momentos sagrados em que uma vida, que custa a crer ser realmente a nossa se desenrola diante de nós a olhos vistos.
São esperanças infinitas.
E amores recuperados.
É saudade que nunca nasceu e triste melodia que nunca foi ouvida.
É o sorriso que me desenhaste e o ardor que te fiz sentir.
Esperei por ti instantes mais, enquanto me dizes que esperaste por mim toda a tua vida.
Achas bonito tentar ganhar-me neste jogo de tolos?
Só nós nos atrevemos a apaixonar.
Numa Galáxia em que os mais comuns oferecem o tempo de uma vida inteira, eu grito-te que te quero até ao fim e o inicio de uma outra alma.
Arriscado é o compromisso que nossas mãos uniram, meu rapazinho de rua.
Teus beijos tiram-me do sério mas alimentam-me o espírito, até que o dia se torne finito e a noite traz a sua ameaça.
Que teria sido de mim se não te tivesse colocado a vista em cima?
Que seria de mim, se todo este amor ficass…

Duas da manhã

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São duas da manhã. Os nossos dedos tocam-se no remoinho dos lençóis, na preguiça amorosa de quem adormece nos braços do seu refúgio. O meu coração bate fora de compasso. Sempre tiveste um efeito irritante em mim, o meu veneno ainda antes do meu antídoto.
Opostos que se atraem numa pessoa apenas.
Remexo-me. As nossas mãos largam-se, as pernas entrelaçam-se. Movemos-nos em relação um ao outro, gravidade, força estática que nos atrai um para o outro a cada momento sucessivo, a cada novo segundo que o relógio conta.
Abro os olhos- Duas miseras frestas num Mundo onde os Gigantes governam. Volto o meu rosto na tua direcção.
Bolas!
Esqueceste-te de puxar as cortinas de novo. O luar intromete-se no nosso quarto, qual terceiro espectador inusitado de todo um amor que é só nosso e que escritores mais competentes do que eu um dia irão rescrever. Solto uma ligeira gargalhada, abafada pela minha lentidão ensonada.
Estás tão tranquilo. Ergo uma mão cautelosa, por vezes inimiga da perfeição. Tento a…

De qualquer das maneiras...

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Sinto falta do toque dos teus lábios.
O som doce do beijo que me acorda pela manhã. O nariz enrugado quando ponho as mãos frias no teu pescoço. Da tua língua afiada e cusca, que pragueja a qualquer obstáculo e sofre pela mais recente novidade.
Lembro-me daquelas tardes preguiçosas de Sábado. Das minhas pernas estendidas sobre o teu colo e o teu coração nas minhas mãos. Os teus dedos longos que dedilhavam as cordas da guitarra. A luz do Sol que beijava as costas das tuas mãos, tocava as pontas dos teus cabelos, em tons de amarelos dourados ou laranjas ferrugentos.
A minha alma alegrava-se a cada palavra que pronunciavas. A forma como os teus lábios se retorciam nos cantos, num sorriso palavreado. Como o teu cabelo caia para os teus olhos, as tuas covinhas se acentuavam de cada vez que olhavas para mim, e os nossos momentos juntos se tornavam maiores do que a eternidade.
Foste o meu príncipe. Que me carregava às cavalitas de cada vez que eu pedia . E que me puxava para dançar pelo meio …

Sou ruínas

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Sou ruínas.
Folha de papel em branco queimada.
Palavras que ficaram por escrever retorcem-se perante os meus olhos, o sabor a cinza repousa na minha boca.
Sabor intenso, comparável à saudade que transborda do meu coração.
Tivemos somente direito a uma noite. Que durará a eternidade da minha memória.
Amei-te numa noite de luar. Em instantes que se fundiam lentamente, como que saídos de um sono do qual eu não queria acordar.
As nossas gargalhadas embevecidas nos braços um do outro, eram sons distantes, levados com o vento, testemunhados por passageiros alheios  a uma ilusão.
Fomos uma luz no inicio de um túnel. Mesmo antes da tempestade se ter formado no Horizonte, e o Adeus se ter formado nos meus lábios.
E nos teus.
Foste mágico e o maior amor que tive nesta vida.
Ainda tenho o som da tua voz gravado na minha mente. Um som que uma vez fora maravilhoso hoje é doloroso.
Desejo de um céu nocturno e a luz da lua a entrar pela nossa janela.
Queria voltar aquela noite, sentir os teus braços…