Foi a alguns anos atrás que me comecei a aperceber da verdadeira fugacidade do tempo.. De como tudo nos escapa a todos os momentos da nossa vida, mesmo que não seja essa intenção. Num momento, somos aquelas crianças que poderiam correr atras umas das outras através de algum campo, prado com as nossas gargalhadas a ecoarem pelo ar.. Somos aqueles que não se preocupam com as coisas mas da vida, aqueles que sabem apenas ser aquilo que são, sem artifícios ou enganos...
E então e ai que tudo passa rapidamente. Começamos a ganhar consciência daquilo que fazemos, daquilo que somos, das pessoas que estao a nossa volta. Escolhemos, escolhem.nos... Magoamos, magoam.nos.. São muito poucos aqueles que sabem realmente ser felizes na etérea que e esta vida, são poucos aqueles que o conseguem realmente... O tempo passa rápido, e não deixa de o fazer apenas porque temos consciência que assim acontece... Quanto muito, o tempo torna.se naquela criança que outrora corria os campos... Provoca.nos para correr atrás dele, na sua enterna velhice e na sua eterna juventude... E nos, na nossa eterna velhice, na nossa eterna juventude, podemos escolher ganhar forças, podemos escolher gargalhar outra vez.. Ou então podemos despredermo.nos de tudo e simplesmente correr...
Luana Mendes
Deixa-me ir
Deixa-me ir.
Sei que agora, esse pedido te parece demasiado. Tendo em conta que desapareci há tão pouco tempo. Que as tuas lágrimas por nós ainda não secaram, ou mesmo pelas vezes que gritas o meu nome quanto te magoa não me ter nos teus braços.
Ainda são muitas as manhãs em que a primeira coisa que te preenche a mente sou eu. Fantasma do teu passado, que inequivocamente te prende a ele. Sei que, no entanto, é nas manhãs que encontras um maior alivio. Naquele centésimo de segundo, em que a memória permite-se falhar, e que não te recordas que já não estou do teu lado.
Desculpa.
Sei que não fui uma pessoa fácil. Ás vezes só queria o aperto dos teus braços em meu redor, a minha âncora num Mundo demasiado real para mim. Perder-me no sorriso do teu rosto, ou no toque dos teus lábios na minha testa. eras o meu farol, príncipe de imortais desígnios, tecedor dos seus sonhos em mim.
Outras só queria solidão. Perder-me de mim, do Mundo em arredores. Perder-me da minha alma, pois essa sempre est…
Sei que agora, esse pedido te parece demasiado. Tendo em conta que desapareci há tão pouco tempo. Que as tuas lágrimas por nós ainda não secaram, ou mesmo pelas vezes que gritas o meu nome quanto te magoa não me ter nos teus braços.
Ainda são muitas as manhãs em que a primeira coisa que te preenche a mente sou eu. Fantasma do teu passado, que inequivocamente te prende a ele. Sei que, no entanto, é nas manhãs que encontras um maior alivio. Naquele centésimo de segundo, em que a memória permite-se falhar, e que não te recordas que já não estou do teu lado.
Desculpa.
Sei que não fui uma pessoa fácil. Ás vezes só queria o aperto dos teus braços em meu redor, a minha âncora num Mundo demasiado real para mim. Perder-me no sorriso do teu rosto, ou no toque dos teus lábios na minha testa. eras o meu farol, príncipe de imortais desígnios, tecedor dos seus sonhos em mim.
Outras só queria solidão. Perder-me de mim, do Mundo em arredores. Perder-me da minha alma, pois essa sempre est…
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